Quando eu era criança e as pessoas falavam de amor, o exemplo que minha mãe me dava era: “eu amo seu pai, por isso nós nos casamos e tivemos você”, mas eu não conseguia entender… amor é algo que a gente não vê? Mas como você sabe que existe? Eu nunca engoli essa estória de: “você não vê, mas sente”, sempre achei bobagem! Aí eu creci…. Hoje, ela veio me contar que eu questionava: “mãe, quanto é o amor?” e desistindo de me fazer entender que não se podia contar, ela dizia: “são dez mil pedrinhas vezes a distância da terra até o sol”. Certo!, aí sim eu compreendia e aceitava. Como era grande o amor. Mãe, ô mulher que me dá amor. Ainda que eu não saia como planejado, ainda que eu não atinja as expectativas está sempre dizendo que vai dar certo na próxima vez. O jogo acabou e ela diz que eu ainda tenho uma chance. Como pode? Como você foi programada? Eu quero ser assim também, mamma, forte e capaz de aguentar o mundo em minhas costas sem reclamar. Quero chorar baixinho no quarto pra ninguém me ouvir e sair dele só quando o sorriso aberto e convincente estivesse pronto no rosto. Mamma, mamma!, eu adoro chamar você assim… me dá uma intimidade que poucos filhos tem com suas mães. Tenho muito orgulho de você, de tudo o que você enfrentou e enfrenta até hoje. “Mulher de ferro” não, né? Nunca gostou dessa expressão, sempre foi sentimental demais pra deixar ser chamada dessa maneira tão fria. Quero te falar uma coisa, mocinha de porcelanato, você é minha heroína nessa vida. É por quem eu faço tudo e qualquer coisa, meu corpo é escudo teu, meu rosto está aqui pra fazer o que você deseja fazer por mim. Mãe, eu não sei demonstrar o quanto eu amo você, mas eu juro que é muito mais que “dez mil pedrinhas vezes a distância do sol”. — Incolume.
“26/02/2012 @ 08:32
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