Não há mais nada.

Ah, tenho que parar com o ceticismo e deitar-me na grama para absorver os raios de sol, esquecer ilusão ou realidade, apenas nomes, nomes… Quando deito na grama, não vejo as mil diagonais e fórmulas químicas que traçam o ar. Tenho que parar com o ceticismo e deitar-me na grama para absorver os raios de sol, esquecer, amando-te como se amam cadáveres. E, com ou sem a razão, que ciência haja no amor, tenho que amar, como uma louca, ou como uma cega, tenho que amar, porque de resto, que tenho?
-Cravos, Luísa Portilho Andrade, trecho de ‘O deserto’ 

26/02/2012 @ 10:55
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